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Oficina de Introdução à Educomunicação marca o início do projeto Comunicação Para a Cidadania

cuca

Na última quarta-feira (07) teve início o projeto “Comunicação para a Cidadania”, parceria do GRIM com a Rede Cuca, para realização de oficinas que discutem promoção de direitos humanos e comunicação. A primeira oficina. “Introdução à Educomunicação”, foi ministrada por Fátima Portela e Eri Menezes, mestrandas do programa de Pós Graduação em Avaliação de Políticas Públicas e alunas da disciplina de Educomunicação, na qual fazem estágio em docência. Participaram da oficina alunos de Comunicação da Rede Cuca, integrantes do GRIM, além de Rogério Maia, diretor de Comunicação Social da Rede Cuca, Thiago Matos, Coordenador de Comunicação Popular da Rede Cuca e João Bento, supervisor de Comunicação Popular do Cuca Jangurussu.

A atividade inicial da oficina promoveu a integração do grupo através da “dinâmica da teia”, em que cada participante foi gradualmente sendo unido por um barbante enquanto se apresentava brevemente. Ao final, para desfazer a teia, os participantes falaram sobre as expectativas para as oficinas. “Conhecimento”, “afetos” e “compartilhamento” foram alguns dos termos mencionados.

Em um segundo momento, os participantes tiveram a oportunidade de aprender os conceitos básicos de Educomunicação, além de conhecer um pouco sobre os fundadores e pensadores da área: Mário Kaplún, Célestin Freinet e Paulo Freire. Todo o grupo ficou bem à vontade para compartilhar experiências da infância e da vida escolar junto com os conceitos aprendidos durante a oficina.

Um sorteio de uma caixa de chocolate e um livro finalizaram a oficina, como programado, às nove da noite. Fotos e abraços também marcaram o primeiro dos muitos encontros que ainda irão acontecer no Cuca Jangurussu, discutindo promoção de direitos humanos e comunicação.

 

Turma de educomunicação e integrantes do GRIM fazem visita inicial ao Cuca Jangurussu

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Conhecer as ações na área da comunicação da Rede Cuca. Foi com esse objetivo que alunos da disciplina de Educomunicação da UFC e bolsistas do GRIM - Grupo de Pesquisa da Relação Infância, Juventude e Mídia, acompanhados pela professora Andrea Pinheiro, visitaram as instalações do  Cuca Jangurussu na noite da última quarta-feira, 31.

A atividade faz parte do projeto de extensão “Comunicação para a Cidadania e Promoção de Direitos” a ser realizado por professores e alunos da UFC na Rede Cuca durante o ano de 2017. O projeto, em parceria com o GRIM, vai discutir temas relativos à promoção de direitos humanos, especialmente de crianças e adolescentes, de forma que a produção comunicacional da Rede Cuca tenha também como referência a promoção desses direitos.

O grupo conheceu as várias iniciativas de comunicação da Rede Cuca, envolvendo produção de conteúdo para os meios impresso e digital, além de rádio e TV, como a Rádio Escola, o Repórter Cuca e o programa Conexões Periféricas. O grupo visitou as salas de fotografia, audiovisual, rádio, biblioteca, anfiteatro e pista de skate, entre outros. O acesso a esses espaços é gratuito, necessitando apenas de agendamento prévio através do site.

Rogério Maia, diretor de Comunicação Social da Rede Cuca, Thiago Matos, Coordenador de Comunicação Popular da Rede Cuca e João Bento, supervisor de Comunicação Popular do Cuca Jangurussu acompanharam a turma da UFC durante a visita.

Embora parte da programação da Rede Cuca seja destinada aos jovens de 15 a 29 anos, os espaços são frequentados por toda a comunidade. Especialmente as áreas para práticas de esporte, as bibliotecas e as sessões de cinema que acontecem toda semana no Cuca da Barra do Ceará, Jangurussu e Mondubim. Todas as atividades da Rede Cuca são ofertadas de forma gratuita.

As ações do projeto “Comunicação para a Cidadania e Promoção de Direitos” têm início no dia 7 de junho e prosseguem sempre às quartas-feiras, de 18h às 21h, até o dia 12 de Julho. A formação dará direito a certificação e terá a duração total de 21 horas. As aulas serão ministradas por docentes, estudantes de mestrado e doutorado e de graduação da UFC .

 

Projeto "Comunicação para a Cidadania" no Cuca Jangurussu

programação

 

O GRIM em parceria com a rede Cuca inicia o projeto “Comunicação para a Cidadania” nesta quarta-feira (07). O projeto é voltado para os jovens comunicadores em formação do Cuca Jangurussu, onde irão discutir de temas a respeito dos direitos da criança e do adolescente e produzindo conteúdos voltados principalmente para esse tema.

 

As aulas serão ministradas por docentes, estudantes de mestrado, doutorado e graduação da UFC, e acontecerão do dia 7 de junho até o dia 12 de julho, das 18h às 21h, no Cuca Jangurussu, na Avenida Governador Leonel Brizola.


 

Colégio Sapiens promove espaço para debates sobre Direitos Humanos

coloquio sapiens

 

Com o objetivo de promover um espaço para debates sobre Direitos Humanos, o Colégio Sapiens promove no dia 11 de março, o Colóquio “Liberdade caça jeito: os sujeitos seus desafios frente aos direitos humanos no novo milênio”.


LOCAL: COLÉGIO SAPIENS

HORÁRIO: 8h às 11h30min


PROGRAMAÇÃO
8h – Abertura: O que são os Direitos Humanos? – Convidado: Marcelo Uchôa

9h às 9h30min – Intervalo

9h30min às 10h30min – Debates temáticos:

- Sala 1: Terra, identidade e emancipação política – Convidados: Lara Borges e Luís Cláudio da Silva

- Sala 2: Movimentos sociais e suas territorialidades – Convidado: Yargo Gurjão

- Sala 3: A criança, o adolescente, eu, você, nós! – Convidado: Rui Aguiar

- Sala 4: Movimentos feministas: antigos e novos desafios – Convidada: Jéssica Carneiro

10h30min às 11h30min- Ágora de Encerramento

 

“Quem anda no trilho é trem de ferro. Sou água que corre entre pedras - liberdade caça jeito”.
Manoel de Barros

 

Cada Vida Importa: apontamentos e recomendações para a prevenção de homicídios na adolescência

Em em 2015, nenhuma capital brasileira registrou mais vítimas de homicídios entre 10 e 19 anos que Fortaleza: foram 387 crimes do gênero. No Ceará, a estatística chega a 816. Entender como chegamos a esse situação caótica foi o objetivo de meses de trabalho do Comitê Cearense pela Prevenção de Homicídios na Adolescência.  Sob o lema "Cada Vida Importa", o comitê fez um apurado perfil dessas vítimas em Fortaleza e outras seis cidades cearenses: Caucaia, Maracanaú, Juazeiro do Norte, Eusébio, Horizonte, Sobral e Juazeiro do Norte.

Para fugir do lugar comum e das responsabilizações individuais e moralistas, o comitê foi conferir de perto as condições em que esses jovens viviam. Para isso, foram ouvidas 224 famílias de adolescentes assassinados em 2015 — 55% do toral — em questionários e grupos focais. Além disso, foram realizados seminários e audiências públicas sobre temas como acesso a armas de fogo, consulta e comércio de drogas, cultura da violência, etc, com a participação de órgãos da sociedade civil.

Baseado nesse trabalho, o Comitê elaborou 12 recomendações para reverter tal quadro, apresentadas nessa quarta-feira, 14, na Assembleia Legislativa do Ceará. Cada proposição é baseada em uma estatística elaborada pelo estudo. Na recomendação 1, por exemplo, o apoio e proteção às famílias vítimas de violência baseia-se, dentre outros, no fato de que, à exceção de Juazeiro do Norte, mais da metade das mãe de vítimas de homicídios haviam engravidado na adolescência. Em Fortaleza, esse número é de 55%. Não bastassem as condição desfavoráveis para a criação de um filho, essas mães ainda são expostas a nova dor com a exibição dos corpos de seus adolescentes em programas sensacionalistas como são os policialescos. Em Juazeiro do Norte, todas as mortes de adolescentes registradas na pesquisa foram exibidas em programas policiais. A cidade com o menor percentual de exibições foi Caucaia: 53%. Por isso, o comitê propôs a criação de um protocolo que proporcione assistência psicossocial às famílias desses adolescentes, capitaneado pelas secretarias de saúde estaduais e municipais — com apoio da Secretaria da Justiça e Defensoria Pública. A medida é importante para evitar situações como a de uma das mães que disse aos pesquisadores ter sido a primeira vez que alguém foi até ela conversar sobre a morte do filho.

Em todas as estatísticas compiladas, percebe-se uma naturalização dessas mortes. Como uma outra mãe perguntou ao deputado Renato Roseno, relator do comitê: será que se fosse o filho dele a vítima não já teriam encontrado o autor do crime com toda a comoção que seria gerada? Em Eusébio, Maracanaú, Juazeiro do Norte e Sobral, nenhum dos assassinatos resultou na prisão de suspeitos. Mesmo no município em que esse percentual é maior, Horizonte, o índice de resolubilidade é baixo: 22%. Em Fortaleza, 44% dessas vítimas em Fortaleza vem de 17 bairros das três regionais de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): Regional I, Regional V e Regional VI. Ainda na Capital, 73% dos jovens mortos haviam deixado a escola há pelo menos seis meses antes do crime. Só em Sobral, que registrou 44%, esse dado não chegou a pelo menos 60%. Existe a tendência à culpabilização individual desses jovens, com a ideia de que eles "foram atrás" das circunstâncias que proporcionaram o crime, como o tráfico de drogas, por exemplo. Tal noção — tão difundida inclusive nos veículos de comunicação —, recorre a estereótipos para o conforto do interlocutor: o problema não é meu, é da própria vítima.

Vê-se claramente nas vítimas desses crimes um perfil periférico, pobre e longe de políticas do Estado. Para esses jovens, as ações do Estado vem no máximo, com, os cacetes e as armas da Polícia: 73% das famílias ouvidas contaram que os jovens mortos haviam sofrido violência policial pelo menos uma vez. O simples fato de a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) ter dados desatualizados ou mesmo inexistentes sobre o endereço de 37% das vítimas, mostra a desatenção para esse público por parte do Estado. Mesmo o sistema socioeducativo, uma medida posteriori de acolhimento, mostra-se insuficiente: 46% dos jovens pesquisados no relatório haviam tido passagem por esses centros — em Caucaia, esse número é de 73%. Quem se importa com esses jovens? Essa violência não se inicia ou termina no assassinato: vem de um mundo em que as oportunidades de satisfação pessoal não estão relacionadas à educação ou ao bem-estar coletivo, mas dentro de um contexto em que a violência é uma constante ou mesmo ferramenta aceitável de resolução de conflitos.

O relatório é um passo fundamental, mas incipiente, para mudança desse quadro. Cabe agora à sociedade fiscalizar o Poder Público para que essas medidas sejam, de fato, implantadas. O relatório do comitê aponta o caminho; basta agora a conscientização social para implementação para esses jovens do artigo 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): "É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária".

Baixe as recomendações na íntegra clicando em: http://migre.me/vLuMf

 


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